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Dicas

Como Criar um Controle Simples de Vida Útil de Pneus

Implemente uma gestão eficiente para monitorar o desgaste, prever trocas e reduzir o custo por hora da sua operação logística.

Como Criar um Controle Simples de Vida Útil de Pneus

Muitas operações logísticas no Brasil cometem o mesmo erro: só olham para o pneu da empilhadeira quando ele estoura ou a máquina para de tracionar. No cenário de 2026, onde a margem de lucro depende da eficiência operacional, negligenciar o controle de vida útil dos pneus é queimar dinheiro.

Um pneu que roda além do limite aumenta o consumo de combustível em até 15% e sobrecarrega a transmissão da máquina. Por outro lado, trocar antes da hora é desperdiçar ativo. A solução é um controle simples, direto e baseado em dados. Neste guia, mostramos como estruturar esse monitoramento sem complicações.

Estrutura de Controle Sugerida

Para um controle eficiente, você não precisa de softwares caros. Uma planilha simples ou um checklist semanal já resolvem 80% dos problemas. O segredo está em coletar os dados certos.

Tabela de Monitoramento de Frota (Exemplo)

Use este modelo para cada máquina da sua frota:

ID da Máquina Modelo do Pneu Data de Instalação Horímetro Inicial Horímetro Atual Sulco Atual (mm) Status
EMP-01 Superelástico R2 10/01/2026 5.200h 6.100h 18mm Operacional
EMP-02 Pneumático T900 15/12/2025 3.850h 4.900h 6mm Troca Próxima
EMP-03 Pneumático Hauler  05/01/2026 1.100h 2.050h 22mm Operacional

Passo a Passo para Implementar o Controle

1. Padronização da Medição

Adquira um paquímetro de profundidade (profundímetro). A medição visual é subjetiva e enganosa. Estabeleça que a medição será feita sempre no ponto de maior desgaste do pneu, uma vez por semana ou a cada 100 horas de horímetro.

2. Definição do Ponto de Descarte (Segurança NR-11)

Não espere o pneu ficar "careca". Para pneus pneumáticos, o limite de segurança geralmente é de 1.6mm de sulco. Para pneus superelásticos (maciços), respeite a linha de desgaste (60J) gravada na lateral do pneu. Rodar abaixo disso compromete a estabilidade e infringe normas de segurança do trabalho.

3. Registro de Ocorrências

Além do desgaste natural, seu controle deve anotar:

  • Cortes laterais por detritos no piso.

  • Desgaste irregular (sinal de desalinhamento do eixo ou pressão incorreta).

  • Impactos constantes que podem danificar o aro.

Dicas para Maximizar a Vida Útil

  • Calibragem Semanal: Para pneus pneumáticos, a pressão incorreta é a maior causa de morte prematura do pneu.

  • Rodízio de Pneus: Assim como em carros, inverter a posição dos pneus (respeitando o par de tração e direção) ajuda a equilibrar o desgaste.

  • Limpeza do Piso: Muitos pneus são descartados por furos que poderiam ser evitados com uma simples varrição diária do armazém.

Conclusão: De Olho no Custo por Hora

Criar um controle de vida útil permite que você saia da manutenção reativa (conserto de emergência) para a manutenção preditiva. Ao saber exatamente quantas horas cada marca de pneu dura na sua operação, você terá dados reais para negociar melhores preços e escolher o modelo com o melhor custo-benefício para 2026.

A Flexityre recomenda: um pneu bem monitorado dura, em média, 25% mais do que um pneu negligenciado. Multiplique isso pelo tamanho da sua frota e veja a economia gerada.

Nathalia
Nathalia

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